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VERSÃO
PRELIMINAR SOBRE O
PARQUE ECOLÓGICO RIACHO DO MEIO
Antes
de ser se transformado em parque ecológico municipal
esta parte do Riacho do meio era moradia de
agricultores simples da Chapada do Araripe.
Dentro
do atual parque resiste um exemplar de moradia típica
da Chapada do Araripe que a ONG Juriti pretende
incorpora-la como um dos atrativos do parque
Aqui
tudo parece parado no tempo: os potes ao abrigo do sol
anuncia o espírito solidário dos seus habitantes
sempre de braços abertos para os visitantes.
Esta
casa tem dono e dona e eles sonham em poder continuar
vivendo em paz, cada vez mais contemplando a beleza do
vale do Cariri.
PARQUE
ECOLÓGICO RIACHO DO MEIO
Como
num processo de abertura de uma lente, direcionada
para o sul do Ceará, pode-se ver a região do Cariri
e a 530 Km de Fortaleza, a cidade de Barbalha com a
altitude entre 480m a 900 m composta por floresta
tropical e serrado, caracterizada por suas belezas
naturais: serras, nascentes, grutas e florestas além
do seu importante patrimônio arquitetônico e
cultural.
Barbalha
recebeu os foros de cidade em 1872, por Lei Provincial
quando já havia iniciado a cultura da cana–de-açúcar.
Daí para cá, a cidade começa a se desenvolver
marcada pela sua capacidade produtiva a partir de
instalações das usinas de cana-de-açúcar e os
engenhos de rapadura.
Pertencentes a região do Cariri (que
representa 13,2% do território e 1.4% da população
cearense, IBGE-1996), onde os acidentes geográficos
favorecem um clima ameno, com temperatura média de 25º
C e pluviosidade de 1.160 mm/ano.
Hoje, com uma
população de 43.296 habitantes em seus 497 Km² de
superfície, Barbalha conta com várias fábricas,
universidade, hospitais, associando-se este fato ao
desenvolvimento do município.
Paralelo
a isto, as belezas naturais tem despertado o poder público
para o desenvolvimento através do turismo.
A
criação do Parque Ecológico Riacho do Meio através
da Lei Nº 1.425/2000 de 10 de Agosto de 2000 e
inaugurada em 17 de Agosto de 2000, com característica
de manejo com proteção e de finalidade científica e
recreação, na gestão do prefeito de Antônio Inaldo
de Sá Barreto, é uma experiência em administração
pública voltada para uma discussão de nível mundial
no momento, o desenvolvimento sustentável.
O
Parque Ecológico Riacho do Meio, localizado a sudeste
de Barbalha, mais precisamente na comunidade Riacho do
Meio, numa altitude que pode chegar a 960, possui
todas as questões que devem ser prioritárias para um
município abençoado pelas suas belezas naturais.
Municípios
privilegiados assim,podem embarcar na onda do turismo.
Isso pode ser uma faca de dois gumes e o pior, pode até
ser irreversível. O que não é o caso de Barbalha
que já tem metas definidas para o Parque Ecológico
Riacho do Meio, através de uma administração que
atenda os princípios ecológicos com ações de educação
ambiental, onde os primeiros beneficiados sejam a
comunidade do Parque Ecológico Riacho do Meio
que tem uma área de 40 há com exuberante
vegetação: murici, ipê, visgueiro, podendo-se
encontrar também o mulungu, conhecido por louro,
bastante usado pelos artesãos de Juazeiro do Norte na
confecção de artigos religiosos e esculturas.
Vários
animais são encontrados: cotia, peba, tatu, veado,
sabiá, três potes e várias espécies de borboletas
de cores variadas.
Dentro
do parque encontra-se uma área desmatada que
necessita urgentemente de um reflorestamento no
sentido de proteger o solo e as três fontes, tendo em
vista que elas ficam muito próximas a encosta. A
primeira, denominada de Olho D´água Branca com vasão
de 32,40m³ /s, com localização de 39º de longitude
e latitude de 7º 22 min, numa altitude 814 m acima do
nível do mar. A segunda, conhecida com vasante do
meio tem uma vasão inferior, medindo 24,30 m³/s e a
terceira, Fonte da Pedra do Morcego, com 1,10m³/s, (DNPM,
1996). Essas águas pertencem a sete donos, cada dono
com determinado número de dia no mês.
Todas
essas fontes ficam muito próximas umas das outras,
numa altitude que varia um pouco, estando
relativamente nivelada, significa que essa área deve
ficar mais resguardada. Essa área fica situada na
depressão da bacia sedimentar do Araripe, onde há
pelo menos 150 milhões de anos, o material depositado
foi sedimentando e parte desse material por ser muito
arenoso, quando cai as chuvas infiltra no arenito
atingindo a parte mais baixa onde encontra uma camada
mais impermeável, com declividade que chega a 814m no
nível do mar e dá origem a essas fontes. Segundo
Paulo Cirilo, habitante da comunidade, o Parque Ecológico
Riacho do Meio pertence a três donos: Maria Angelina,
Antônio Luna e o próprio.
O
parque possui muitos atrativos: um clima agradável de
25ºC, inúmeras trilhas, três bicas (bica de cima, a
bica do meio e a bica das pedras), duas piscinas
naturais, uma ponte artesanal, além das pedras
gigantes, um capricho da natureza.
COMUNIDADE
RIACHO DO MEIO
A
comunidade Riacho do Meio distante 7Km de Barbalha
,situada ao lado do Parque Ecológico que recebe o
mesmo nome, devido um grande riacho que existia no
local, onde hoje passa a estrada asfaltada, tem o
limite que vai do Clube Nassau até a curva do “S”
que dá acesso a cidade de Jardim.
Tem
uma população de 182 moradores, residindo em 42
casas, sendo a maioria da população jovem de 14 a 25
anos. Segundo dados da associação de moradores,
fundada em 08 de Fevereiro de 1997, hoje com 58
associados com a maioria do sexo feminino. Essa
localidade começou a ser habitada pelas famílias
Cirilo, Luna, Mendes e Garcia. Não se sabe ao certo a
data, mas, que atraídas pelas águas que brotam no
parque, onde dentro do mesmo algumas dessas famílias
chegaram a cultivar mandioca e milho, começou a se
formar uma comunidade no entorno que cultiva arroz,
milho e feijão em um solo raso e pedregoso com
declividade e bastante área de pastagem.
A
situação da terra, uma parte é própria herdada dos
primeiros habitantes e a maioria de moradores que
dividem o que produzem com o dono da terra. Além
disso, se beneficiam do extrativismo produzindo para
consumo o óleo de côco de babaçu e às vezes
vendendo amêndoa a preço que varia de agosto a
dezembro quando chegam preço melhor (R$ 0,30 /Kg)
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al" align="center" style="text-align:center"> EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
O
presente trabalho objetiva apontar estratégias de
participação social no processo de desenvolvimento
local dentro de uma perspectiva sustentável.
Segundo o vocabulário básico de meio ambiente
(1991), “educação ambiental processo de
aprendizagem e comunicação de problemas relacionados
a interação dos homens com seu ambiente natural. É
o instrumento de formação de uma consciência ,
através do conhecimento e da reflexão sobre a
realidade ambiental" (FEEMA/Assessoria de
Comunicação, Informação Pessoal, 1986).
O
processo de formação e informação social orientado
para:
(I
)
O desenvolvimento de consciência crítica
sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como
crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução
dos problemas ambientais, tanto em relação aos seus
aspectos biofísicos, quanto sociais, políticos, econômicos
e culturais;
(II.)
O desenvolvimento de habilidades e instrumentos tecnológicos
necessários a solução dos problemas ambientais;
(III.)
O desenvolvimento de atitudes que levem a participação
das comunidades na preservação do equilíbrio
ambiental".(Proposta de Resolução CONAMA Nº
2/85. Pg 86).
Nessa perspectiva, a educação ambiental é
entendida como processo, desenvolvimento, e por isso
é lento. O desenvolvimento de formação de uma
consciência dá origem a um instrumento - educação
ambiental, importante para o direcionamento de metas
que requer ação com participação. Essa deve ser a
visão estratégica de trabalho de educação
ambiental para tornar possível a administração do
Parque Ecológico Riacho do Meio, no sentido de
realizar ações expressivas e capaz de solucionar
dificuldades com que se deparam a comunidade riacho do
meio.
A educação ambiental oferece portanto , a
possibilidade de renovação efetiva do próprio
processo de conhecimento, reconhecimento e também
auto-conhecimento, na condição de indivíduo
enquanto parte do processo que compõe o lugar.
É preciso entender que:
A consciência ambiental somente ganhou maior
expressão a partir da década de 70, com o relatório
do Clube de Roma em 1972 chamando atenção para os
limites dos recursos naturais que são finitos com
relação a educação ambiental. Nesse mesmo ano em
Estocolmo, Suécia a Conferência Sobre o Meio
Ambiente estabeleceu o plano de ação mundial
recomendando que fosse estabelecido um programa
internacional de educação ambiental.
Três anos depois em 1975, a Conferência de
Belgrado, na Iugoslávia resultou na carta que
formulou os princípios e orientações para programas
de educação ambiental mundial. E em 1977 - A Conferência
de Tbilisi, Geórgia, resultou num documento com
grandes orientações , princípios e recomendações
para a educação ambiental.
Só citando alguns eventos de grande porte que
abordava o tema educação ambiental.
Do
livro: Democratização e gestão ambiental, em busca
do desenvolvimento sustentável (pp 64 a 66).
Francisco A. Brito e João B. D. Câmara.
Com
a intenção de contribuir para a discussão sobre
educação ambiental como instrumento de
desenvolvimento local, foi colocado como mote de
discussão o Parque Ecológico Riacho do Meio, para
viabilizar a integração da comunidade em torno de um
tema apontado pela comunidade como problema maior: a
questão da distribuição da água, sabendo-se que o
parque tem três fontes, (Barbalha tem quarenta).
Segundo
a associação de moradores, fundada em 08 de
fevereiro de 1997 e com
58 associados, a maioria do sexo feminino, a
comunidade Riacho do Meio no ano de 2000 tinha uma
população de 182 moradores, destes, 84 são menores
de 18 anos, tendo ainda um grande número de moradores
de 14 a 25 anos distribuídos em 42 residências, sem
saneamento e todos sobrevivendo basicamente da
agricultura de subsistência, onde o arroz é a
principal cultura e sem nenhuma outra renda, com exceção
dos aposentados que são 14.
A
maioria dos jovens, estudam no Caldas ou em Barbalha,
os outros em tempo de inverno vão para a roça e em
tempo de seca ficam na ociosidade. Principalmente nos
finais de semana bebem cachaça ou ficam sentados na
beira da estrada a esmo, sem objetivo de vida, sem
incentivo algum.
Neste caso, o mote para discussão - Parque
Ecológico Riacho do Meio, gera um tema para inspirar
a proposta de educação ambiental - a má distribuição
de água para uso doméstico da comunidade local
apontada como o maior problema, juntamente com a falta
de perspectiva econômica. Isso proporciona um elo de
dependência que possibilita a integração do lugar a
partir do exercício da cidadania.
O
mote, Parque Ecológico Riacho do Meio é importante
por duas razões: uma é o problema da má distribuição
de água porque a água pertence a sete "donos,
cada um é dono de um número de dias no mês com
determinada horas de água. Uns tiram a água da fonte
direto para casa com o cano mais largo, outros tiram
com o cano mais fino, tanto para o consumo como para
irrigação. Assim pode-se constatar que a água da
bica principal (bica de cima) diminui sua vasão, não
pela falta de chuva ou desmatamento, que é um fato
real , mas pelos canos que são colocados pelos
"donos da água" por falta de um gerenciamento desse recurso.
Esse problema é apontado como mais grave. Para
gerenciar esse recurso é necessário uma administração
séria do Parque Ecológico Riacho do Meio de forma
sustentável, tanto dos recursos naturais como do próprio
projeto. Aí entra a segunda razão de importância, a
sustentabilidade que será inviabilizada sem um
programa de educação ambiental envolvendo a
comunidade no sentido de conservação da vegetação
natural composta por jatobá, angico, jurema,
visgueiro, faveira, ingazeiro, pequizeiro, janaguba,
macaubeira, genipapo, mangaba, palmeira, muriçi, ipê,
além de outra espécies mais comum.
A
distância entre Barbalha e o Parque Ecológico Riacho
do Meio é de 6 Km., sendo limite da comunidade: Clube
Nassau até o chamado "S" que fica logo após
o parque.
4.TURISMO
Como
isso é possível?
A
socialização deste patrimônio natural implica na
abertura para o turismo e o mesmo traz renda que deve
beneficiar a comunidade local. Para isso ela precisa
se qualificar para um turismo direcionado para a
modalidade determinada.
Quando
Miriam Rejowski define o turismo como " um fenômeno
caracterizado pelo deslocamento temporário de pessoas
de seu local de domicílio (núcleo emissor), com a
permanência mínima de 24 horas e utilização de
serviços econômicos, quanto sociais, naturais,
culturais, políticos, compondo um conjunto de serviços
e equipamentos interdependentes entre si, os quais são
oferecidos ao turista por diferentes empresas turísticas".
Pode-se
entender que aquela comunidade, pelo menos por
enquanto não atende essa definição por não
possibilitar as pessoas a permanência mínima de 24
horas, deixando o local a princípio, caracterizado
por um local para excursão ou visitantes, discriminação
criticada pelos pesquisadores do turismo, mas aceita
pela EMBRATUR.
O
turismo pode ser um setor produtivo que cresce muito.
Acontece mudanças e essas mudanças, no caso do
Parque Ecológico Riacho do Meio devem ser
aproveitadas a vocação natural do lugar.
A
localidade, segundo proposta do IBGE, é urbana porque
possui mais de 100 habitantes, mas observando , logo
se percebe características rural de forma rústica.
Então pode se falar em "um conjunto de práticas
turísticas em espaço rural" como diz A. B.
Rodrigues, (1998).
Expressão
adotada em Portugal para designar as quatro
modalidades turísticas do campo: " turismo de
habitação", "turismo rural", "agroturismo"
e "hotel rural". Enfim, como no Brasil o
conceito de turismo rural é múltiplo. O turismo do
Parque Ecológico Riacho do Meio deve ser projetado na
modalidade rural tendo em vista as potencialidades
diversas voltado para as submodalidades: turismo
alternativo, turismo diferente, turismo interior,
turismo doméstico, turismo integrado, turismo verde,
agroturismo. O lugar possui, "um conjunto de
modalidadaes, que consiste na atração de demanda
eminentemente interna e citadina para os ambientes
rurais, em que os turistas podem experimentar maior
contatocom um ambiente bucólico, bem como com os
costumes locais e o dia-a-dia da vida no campo".
A. B. Rodrigues, (1997).
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Então,
projetando o turismo para o Riacho do Meio baseado na
definição de Miriam Rejowski, o Parque Ecológico
Riacho do Meio, como se encontra atualmente é
caracterizado como local para excursão.
Porém
Lampião já despertava para o turismo ecológico no
parque há muito tempo, quando procurava lugar para
descansar, na fonte da Bica da Pedra do Morcego.
Na
prática dessa modalidade foi aparecendo várias
modalidades. Se para deixar de ser só espaço de
excursão e passar a ser turismo em espaço rural ou
turismo rural é necessário no serviço de
hospedagem, a Educação Ambiental vem com
planejamento para favorecer a participação social
mostrando possibilidades de desenvolvimento com
sustentabilidade envolvendo a comunidade local em
busca de trabalho/renda.
Se
não é necessário serviço de hospedagem/pernoite
dentro do parque , a comunidade através de programa
ambiental que deve ser beneficiada podendo oferecer
esse serviço com o tipo de hospedagem domiciliar,
experiência já vivenciada na prática do turismo
alternativo em alguns lugares, de forma que o turista
também possa usufruir socialmente do lugar. Na
observação da produção de óleo de côco babaçu,
produção de farinha, o desleitamento de gado,
caminhadas tanto por trilhas no parque , como pela área
rural. Assim permanecer por no mínimo dois dias no
lugar gerando renda para a comunidade e troca de
experiência voltada para a conservação e manutenção
sem a reprodução simples do capital.
Pensando
assim, é possível amenizar os impactos sociais que
essa prática pode gerar com comportamento meramente
de consumidor do espaço.
4.1.Intervenções
sócio ambientais
CATEGORIA
|
POTENCIAL
|
AÇÃO
|
META
|
|
Educação
Ambiental
|
Estudante
Grande
número de jovens de 14 a 25 anos;
|
Estimular
as escolas para que faça do Parque o seu
laboratório
|
Sistematizar
a integração de pesquisa /lazer/ trabalho;
Despertar
o sentimento pelo lugar.
|
|
Turismo
|
O
Parque Ecológico com sua natureza em estado que
pode e deve ser mantido;
|
Demarcar
a área com cerca mais resistente;
|
Calendário
de eventos;
Controlar
entrada e saída do público;
Impedir
entrada de outros animais;
|
|
Sustentabilidade
|
Ser
referencial em Educação Ambiental de forma
integrada- homem/ natureza;
|
Estimular
a socialização dos conhecimentos empíricos;
|
Participação
da comunidade na administração do Parque
dentro de uma perspectiva ecológica;
|
Problemas
apontados pela comunidade:
01
Má distribuição da água;
02
Ausência de trabalho e renda;
03
Lixo "mas esse não é problema porque a
gente queima e aproveita a cinza", disse um
senhor morador do Riacho do Meio.
Soluções
apontadas:
01
Aumentar a largura do cano que recebe a água
na saída da fonte, para a comunidade aproveitar mais
esse recurso;
02
Envolver a comunidade local no trabalho do
Parque;
03
O carro do lixo vir pegar.
OBS:
esses são os problemas e soluções apontadas pela
comunidade local. Cabe aos profissionais da área
estudar e apontar busca
de soluções juntamente com a comunidade.
Através
da organização e participação da comunidade é
possível viabilizar estratégias voltadas para o
turismo rural a fim de aproveitar toda potencialidade
humana e natural do local, voltada para o
desenvolvimento e a sustentabilidade.
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Estudo de potencialidades
|
Potencialidade
Humana
(Educação
ambiental
|
Potencialidade
Natural
|
|
01.
Muitos jovens na escola (14 a 25 anos);
|
01.1.o
Parque: laboratório
vegetação
recursos hídricos
trilha
equipamento
turístico
|
|
02.
Associação de moradores com 58
associados;(TURISMO)
|
02.1.
Extrativismo: pequi
cocô babaçu
plantas medicinais
artesanato
|
|
03.
Muita gente sem ocupação (DESENVOLVIMENTO)
|
03.1.
Comunidade: casa de farinha
currais
arquitetura
culinária
|
DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL
A
definição de desenvolvimento sustentável adotada
pelo governo brasileiro faz parte de uma série de
iniciativas que antecedem a Agenda 21 - plano de ação
estratégico que visa promover o desenvolvimento em
todo o planeta - decisão consensual de 179 países em
1992 no Rio de Janeiro.
No
relatório Bruntland elaborado pela comissão mundial
sobre o meio ambiente e desenvolvimento aponta para a
incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e
os padrões de produção e consumo.
De
fato é notório e assustador esse fato. Se de um lado
social que impõe o consumo e por outro tem a produção,
só tem produção porque tem consumo, e a coisa vai
se tornando alienada para corresponder um padrão
imposto criado por países industrializados.
Deter
e reverter esse processo é meio complicado, porém não
impossível, é um processo que requer tempo e esforço,
tanto de governo civil e instituições como da
sociedade, é uma nova mentalidade de
co-responsabilidade e exercício de cidadania além
dos recursos naturais ser finitos, portanto o
crescimento econômico tem limite.
Arlete
Moysés (1998), diz que "em qualquer tentativa de
pensar o desenvolvimento sustentável é indispensável
pensar o espaço".(p. 118), e cita Lipietz:
"o grande problema da humanidade hoje, o problema
de seu futuro parece ser o espaço. Seu 'espaço' : o
meio ambiente. Como ela cria, como vive nele, como se
arrisca a sucumbir com ele..."
É
entendido, pois, espaço é a sua própria dimensão,
é a relação social como dimensão espacial. Arlete
diz ainda que "para promover o chamado
desenvolvimento sustentável é necessário considerar
uma base territorial e compreender a produção sócio-espacial"
(p. 119).
Nessa
perspectiva, é de fundamental importância a
contribuição, quer teórica ou de campo para a tradução
e valores de paradigma de desenvolvimento local.
O
respeito e a preservação da identidade são questões
chaves para legitimar propostas de desenvolvimento de
comunidades voltadas para seu próprio meio, e a Educação
Ambiental deve ser um veículo de condução do
processo de participação com uma linguagem
direcionada para o desenvolvimento humano baseado na
realidade do lugar e cotidiano com toda sua
complexidade e atender a demanda com sustentabilidade
das propostas apontadas como: informação e comunicação
, qualificar profissionais, criar parcerias.
DESENVOLVIMENTO LOCAL
|
POTENCIAL
|
A
Educação Ambiental como desenvolvimento
sustentável através dos serviços turísticos
(ecológico/ rural) oferecidos tanto pelo Parque
Ecológico Riacho do Meio, enquanto laboratório
natural, como pela comunidade com os seus serviços:
culinária, passeio, artesanato.
|
|
AÇÃO
|
Convocar
toda a comunidade da Associação de Moradores
do Riacho do Meio para um envolvimento
participativo em toda a etapa do processo
produtivo.
|
|
META
|
| |